COOPERAR entrega 5,9 toneladas de alimentos agroecológicos para instituições de interesse social em Maricá, RJ

Em tempos de Pandemia, famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica tem acesso a alimentos agroecológicos produzidos nas unidades de produção agroecológica em Maricá, RJ

Joana Duboc Bastos
Iranilde de Oliveira Silva

Imagem da colheita realizada nas unidades de produção agroecológicas antes da entrega as instituições de interesse social. Foto: Arquivo Cooperar

A COOPERAR por meio do Termo de colaboração técnica, 0018/2020 celebrado com a Prefeitura de Maricá, via Secretaria de Agricultura Pecuária e Pesca (SECAPP), tem como objeto principal expansão e manutenção das unidades de produção agroecológica, e uma das metas previstas é a de Distribuição dos Alimentos.  

As unidades agroecológicas situadas no loteamento Manu Manuela e na Fazenda Pública Joaquin Piñero, localizada no Espraiado, somam juntas 2,5 hectares. As unidades de produção são áreas modelo de produção, cultivo e manejo agroecológico, que estabelecem suas práticas no intuito de estudar, praticar e difundir agroecologia de forma acessível para a população de Maricá. 

Como produzimos e o que produzimos de alimentos?  

A produção de alimentos nas unidades é agroecológica, ou seja, não há uso de agrotóxicos nem adubo de origem químico-industrial derivado do petróleo. São utilizados somente adubos orgânicos, agentes de controle biológicos e mecânicos. O nossos sistemas de produção são diversificados, com policultivos que favorece restabelecer e conservar a biodiversidade do agroecossistema, além de ampliar a produtividade por unidade de área através do uso dos consórcios de diversas espécies coabitando o mesmo espaço.

As sementes são agroecológicas da Bionatur, algumas vieram da EMBRAPA, PESAGRO, e muitas das mudas e cultivares vegetal também são doados por moradores do município que produzem com base agroecológica. 

Nas duas unidades de produção trabalhamos com 48 variedades alimentares diferentes, algumas delas são: alface, rúcula, berinjela, repolho, pimentão, tomate, aipim, batata doce, abóbora, feijão guandu, banana, cana de açúcar, milho, cebolinha, salsa, coentro, entre outras. E estão distribuídas em sistemas de produção em formato de mandala, canteiros retos, em aleia e Sistema Agroflorestal (SAF)

Segurança Alimentar e Nutricional durante a Pandemia

 Durante a Pandemia provocada pela covid-19,  o Brasil retorna ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas ao qual desde 2014 foi retirado, mesmo que para a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o país ainda estava em uma faixa de risco, pois cerca de 2,5 % da população é subalimentada. 

Neste contexto da Pandemia  muitos programas sociais para transferência de renda básica foram realizados pelas três esferas governamentais visando diminuir o impacto da crise socioeconômico aprofundada durante a pandemia, e como estratégia de preservação da vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.  

Em Maricá além da renda do governo federal as famílias tiveram acesso ao Programa de Auxílio ao Trabalhador (PAT), e a já existente moeda social conhecida por Mumbuca. E para as crianças das escolas públicas foi mantida o acesso a alimentação escolar por cestas básicas distribuídas nas unidades educacionais.

Além dos programas sociais, muitas famílias receberam alimentos in natura de base agroecológica das unidades de produção coordenados pela COOPERAR e SECAPP, e distribuídos para as instituições de interesse social. Essa iniciativa possibilita o acesso à alimentos saudáveis e favorece o diálogo sobre segurança alimentar e o consumo de alimentos agroecológicos.

Por isso, a Prefeitura de Maricá vem se dedicando juntamente com a Cooperar, através das unidades de produção agroecológicas, para tornar a segurança alimentar uma realidade no cotidiano municipal.

Conheça as instituições atendida pelo Termo de Colaboração Técnica

Foram colhidos de outubro de 2020 até novembro de 2021 cerca de 5,9 toneladas de alimentos das unidades de produção Manu Manuela e Fazenda Pública Joaquín Piñero e destinados para as instituições de interesse social, assim como as Aldeias Indígenas. Dessa forma alimentos agroecológicos frescos e com alto valor nutricional chegam na mesa de cerca de 808 pessoas, por intermédio das instituições. Sendo:

Asilos Solar da Melhor Idade. Foto: Arquivo Cooperar

Os Asilos Solar da Melhor Idade e Casa Rosa Dutra, que dão uma melhor qualidade de vida à população de terceira idade. Para entrar em contato com a Casa Rosa Dutra e ajudar com doações é só acessar aqui

Casa de Acolhimento Monteiro Lobato e Zuleica Cardoso, atende a menores de idade de 0 a 18 anos, e possui apadrinhamento afetivo com auxílio a resgatar o convívio familiar de crianças e adolescentes que não conseguem esse suporte emocional dos responsáveis. Para saber mais entre em contato com a Coordenadoria de Atendimento às Crianças e aos Adolescentes, que fica na sede da Secretaria de Assistência Social de Maricá.

Casa de Acolhimento Monteiro Lobato e Zuleica Cardoso. Foto: Arquivo Cooperar
Lar dos Pequeninos.
Foto: lardospequeninosifisa

A creche filantrópica conhecida como Lar dos Pequeninos, atendem crianças na primeira infância atualmente atende a 25 crianças de 03 a 05 anos, e estão construindo espaços cada vez melhores e seguros para crianças e estão sempre promovendo mutirões de manutenção, para entrar em contato e saber mais é só acessar aqui.

O Movidade – Movimento Democrático Afrodescendente pela Igualdade e Equidade Racial atua desde 2016 na luta por políticas contra o racismo, e inclusão social. É uma organização nacional com sede no Município de Maricá, que luta pelos Direitos Humanos e União dos POVOS contra o preconceito e discriminação racial. A atuação no Município de Maricá também se dá com o acolhimento às famílias em vulnerabilidade social, desempregados, idosos, pessoas com deficiência (PCD), e mulheres que já foram ou ainda são vítimas de violência doméstica. Ao total acolhem 75 pessoas. Você pode os acompanhar nas redes sociais.

MOVIDADE – Movimento Democrático Afrodescendente pela Igualdade e Equidade Racial. Foto: Arquivo Cooperar
Convento Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho. Foto: Arquivo Cooperar

O Convento Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho atende 30 pessoas que residem no próprio convento e fornece os alimentos sobre a forma de refeição. Você pode os acompanhar nas redes sociais.

Além de duas aldeias indígenas, Mata Verde Bonita (Tekoa Ka’aguy Hovy Porã) e Sítio do Céu (Pevaé Porã Tekoa Ará Hovy Py), tem respectivamente 120 e 30 pessoas. Hoje habitam áreas com fortes restrições agrícolas e tiveram sua principal fonte de renda, venda de artesanato, comprometida pela pandemia causada pelo Covid-19. Caso queiram conhecer e colaborar com doações, pode entrar em contato através das redes sociais.

Aldeia Mata Verde Bonita (Tekoa Ka’aguy Hovy Porã). Foto: Arquivo Cooperar

Diante de um cenário de pandemia, possibilitar a distribuição de um alimento saudável, sem o uso de agrotóxicos, é de extrema satisfação para o projeto e toda equipe da Cooperar.

E para acompanhar as novidades acesse o site ou nos siga no instagram @agroecologia_marica.

Um comentário

  1. O trabalho da Cooperar é maravilhoso,temos várias famílias em situações vulneráveis o Movidade sempre pensando no melhor dessas famílias. Obrigada Cooperar 🌻❤

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